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Chamava-se Benedito e ninguém mais o assim chamava desde que ela (o) partira. Alcunha venérea, impronunciável. Maldita. Estendeu o gasto lençol, ainda com nódoas e indícios de juras, ajuntou duas levas de esperança limada pelo orgulho de última lucidez imaculada e ergueu no baldio do destino sua humilde morada. Cercou o terreno e se certificou para que os seus alimentos não sofressem noites enluaradas. Tudo de sobrevida bem guardado sob o solo enegrecido. Coisa de alguns bulbos sem venenos de serenos que encurtam tecidos de chita. Aconteceu que mal um grama colheu das toneladas de sensos plantados. Resistente e determinado, bem que tentou dormir de olhos alternados em vigílias armadas contra a inconsciência insistente da saudade. A ordem era atirar em qualquer vulto de sinuosidade. Já sem noção de quando e quanto altivo, uma voz se alcovita na margem do ouvido. Danada! Era ela, só podia ser ela, dado que mesmo outra não mais conhecia, podendo, assim, a tal cuja não dita ser inclusive todas porque para nome de mulher bonita não há guarda-roupa nem desprezo que a vista de todo e a contento. A cada alvorada e hora vespertina a surdez se aprumava para os seus assobios e mormaços. Passou fome, contrito, crente estúpido de que estômago se educava com reza e rito. Não durou coisa de três páginas de calendário e se deu por vencido. Ruiu tudo com a enxada do desejo e mais não desejava além de cair no moreno de seus braços. Tanto magro que precipitadamente explodiu. Extenuado e arfante, atinou que ela lhe sorria a frio e soletrava: Benedito, não te disse que você não aguentava meu livre sem juízos? Ainda quer que eu não lhe minta? Maldita! Antes morrer que verdade sem mim enterrada. Vontade acatada e cumprida. Benedito, meu velho e ávido menino por eternidades, finalmente, descanse em paz...

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